O mau hálito, ou halitose, é um problema identificado numa parcela entre 30% e 40% da população brasileira. Essa característica se define como um condição anormal do hálito, que passa a ter um odor desagradável e que muitos acreditam não ter cura, embora ele possa ser solucionado a partir da identificação de sua causa.

A presença apenas do mau hálito não é uma doença em si, mas pode indicar que sua saúde precisa de cuidados, já que algum desequilíbrio pode estar presente em seu organismo. Por ser um odor que pode vir dos pulmões, nariz, garganta, estômago e especialmente da própria boca, o mau hálito pode ser investigado inicialmente pelo dentista e se necessário, recomendado para cuidados médicos específicos para que não se torne crônico.

Existem mais de 60 causas diferentes que originam o mau hálito. Por este motivo, considera-se que a halitose é um problema que pode ter mais que um fator em sua formação. Mesmo assim, 90% dos diagnósticos são originados na boca, com vários casos trazendo alterações sistêmicas no restante da saúde do paciente.

Entre os problemas de origem fisiológica, considerados “temporários”, estão o hálito matinal, jejuns prolongados, dietas muito restritivas e alimentação inadequada. Ainda de fácil solução, está o mau hálito oriundo de higiene bucal deficiente, placa bacteriana fixada na língua – mais conhecida como saburra lingual (problema que pode ser corrigido com a higiene da língua).

A origem do mau hálito ainda pode ter sua origem nas amígdalas, com cáseos amidalanos (bolinhas esbranquiçadas bastante fétidas que ficam retidas na garganta e podem ser reduzidas ou eliminadas por meio de gargarejos com água morna e sal ou mesmo com procedimentos ambulatoriais).

Já tratando de causas menos simples da halitose, está a baixa produção se saliva (hiposalivação ou boca seca), doenças da gengiva (analisadas pelo periodontista) e problemas em vias aéreas, como adenoides, rinites, sinusites, avaliadas pelo otorrinolaringologista. Estresse ou mesmo razões sistêmicas, como diabetes, prisão de ventre, problemas hepáticos ou renais podem ser a causa desse problema.

As causas externas do mau hálito, por sua vez, são o uso de bebidas alcoólicas, drogas e fumo, além da utilização de enxaguantes bucais que contenham álcool em sua fórmula.

Então como prevenir o mau hálito ou restaurar o bom hálito? Aí vão algumas dicas:

– Faça pequenas refeições a cada três horas e em seguida escove os dentes ou masque rapidamente um chiclete, sem açúcar;
– Evite alimentos muito salgados, com muitos condimentos ou quentes demais, pois eles aumentam o ressecamento da boca;
– Consuma alimentos com odor carregado ou que tenham enxofre (como alho, cebola, couve, repolho, brócolis, picles, etc.), café e refrigerantes do tipo “cola” e frituras com muita moderação;
– Evite fumo e álcool em excesso;
– Visite o dentista a cada seis meses para que sejam realizadas limpezas periódicas;
– Capriche na higiene bucal;
– Faça exames médicos periódicos e pratique atividades físicas.

Seguindo essas recomendações você reduz drasticamente suas chances de sofrer (e fazer os outros sofrerem) com esse constrangedor transtorno que é o mau hálito. Além de um problema de saúde, ele pode comprometer a vida pessoal e até emocional de quem não trata a halitose.

Se você, ou alguém que você conhece, sofre de mal hálito, recomendamos uma visita ao dentista, certamente poderemos juntos buscar uma solução para o problema.

Ainda tem dúvidas? Está com problemas de mau hálito? Consulte um de nossos dentistas especialistas.